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sexta-feira, agosto 29, 2003

Tendências Chic fintam o Tuga II 

A mesma senhora do post anterior refere também que roupa com a marca à mostra é do mais pindérico que se pode usar nesta terra. Felizmente, já venho a prever isso há uns tempos e só me resta meia dúzia de silhuetas de patos e cavalos, relativamente discretas, para me envergonhar.
Outras pormenores que denunciam sem apelo o Tuga desambientado:

- T-shirts de destinos de férias indicam automaticamente um turista; se forem de Punta Cana, Nordeste Brasileiro ou Hard-Rock Café, o turista é português;
- O conceito de camisas com ursinhos é aqui completamente desconhecido (sempre me pasmou por que acrobacia de marketing é que a Sacoor as conseguiu impingir ao macho português), todavia em certos meios consegue-se vislumbrar um equivalente aproximado constituído por camisas igualmente folclóricas mas com um laçarote cor-de-rosa;
- Timberland, Lacoste e Tommy Hilfiger só se vêm nos grupos de rap das cités, nos dreads que sonham em ter um grupo de rap e, claro, nos turistas portugueses;
- Em França a Pull & Shark só é vendida a maiores de 65 mediante apresentação de documentação comprovativa; em alternativa é aceite o Bilhete de Identidade ou Passaporte português, não havendo neste caso lugar a condicionalismos etários;
- Quando num jardim, no fim de semana, com quarenta graus à sombra, aparece um gajo embrulhado em roupa da cabeça aos pés, ou é um terrorista islâmico ou um turista português; o segundo distingue-se por ter a barba feita e uma namorada que vem ver museus e monumentos vestida como se tivesse acabado de sair da Casa do Castelo ou do T... perdão... do Spicy;
- Sapatos de vela, fora dos sítios onde se faz vela, só nos pés dos velhos, dos pedintes, dos turistas portugueses e, por vezes, nos meus.

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