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segunda-feira, setembro 01, 2003

Curtas na Relva 

No enquadramento do ultra-romantismo mais extravagante que se pode encontrar nesta cidade - o género de coisa que o Luís II da Baviera teria mandado fazer se tivesse sido Maire de Paris - estive à beira de perder o controle do meu sistema urinário perante a vida miserável de Harvey Krumpet. Outros pontos altos deste festival de curtas metragens ao ar livre foram: um tipo a rir-se no metro; uma dezena de idosos noruegueses afundando-se na lama enquanto cantam em coro a Internacional; um catraio inglês que troca o pai por um peixe dourado; uma revolta dos balões contra as respectivas criancinhas, que sofrem tormentos inimagináveis; uma doca finlandesa que enche, depois esvazia, depois enche, depois esvazia; a guerra psicológica entre um pato e a dama holandesa que o atropelou; um grupo de músicos suecos que invade apartamentos com motivações artísticas.
O Harvey não estava a concurso. Votei nos velhos noruegueses. A francesa que ia comigo votou no pato atropelado. Uns tipos que consumiam avidamente branco da Alsácia, foie-gras e chamom votaram em bloco na doca finlandesa. Ganharam os músicos suecos.
Antes disso tínhamos assistido ao concerto de uma bateria de samba composta quase exclusivamente por franceses branquelas, possivelmente o momento mais surrealista da noite.

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