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sexta-feira, outubro 31, 2003

Laurette e a arte da burocracia (GNS 2) 

Matthieu Laurette queria ter um segunda nacionalidade. Decidiu então escrever aos organismos oficiais de todos os países que encontrou no atlas, inquirindo quais as condições que deveria preencher para obter a respectiva cidadania. Pegou nas respostas e espetou-as num quadro de cortiça encerrado em vidro e alumínio, do género que se pode encontrar numa repartição pública.

Alguns países tinham exigências extravagantes, como o Nepal: pai ou cônjuge nepalês, vinte e cinco anos a viver no território, fluência na língua nepalesa, contribuição reconhecida para a sociedade local, aceitação pelos vizinhos, crédito bancário sólido, dois anos de isolamento nas montanhas e domínio comprovado das técnicas de ordenha de iaques (ok, estas duas últimas são tanga).

Outros limitam-se a apresentar o preçário: 25000$ (+ despesas de processamento) era o pacote standard em Belize.

Outros são simplesmente irreais: o Departamento de Imigração e Cidadania das Maldivas afirma
Não há nenhum processo pelo qual se possa tornar cidadão das Maldivas
Então para que raio é que eles querem um Departamento de Imigração e Cidadania?

Nota: as coisas entretanto mudaram no Nepal e em Belize

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