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quarta-feira, outubro 29, 2003

Le Rouge et le Noir 

Domingo à tarde, DVD alugado no apartamento do Pedro e da Dani, que possui todos os confortos da tecnologia moderna e bolacha maria. O filme que escolhemos para alugar tinha duas peculiaridades: 1. o ecrã estava divido em quatro, como nos monitores de vigilância, quatro filmes pelo preço de um; 2. a fotografia não era a cores nem a preto e branco mas a preto e vermelho.
O ecrã 4-em-1 justificava-se facilmente como um dos motores conceptuais do filme. Aliás, o único, porque aquilo argumento não tinha.
Já a fotografia a preto e vermelho não era tão facilmente explicada. Lançámo-nos numa análise profunda em busca das verdadeiras motivações desta opção genial do autor. Abundou a especulação. Seria a película a preto e vermelho mais barata? teria sido uma tentativa de condicionamento psicológico do espectador para a atmosfera do filme? teria o realizador andado a ler Itten? os mestres orientais? homenagem velada à Unita? ao Milan? a Stendhal? superstição? promessa? convicção religiosa? A discussão poderia ter durado horas.
Finalmente o Pedro trouxe luz à nossa batalha intelectual: "Oh pá, parece que a puxar a televisão o cabo do DVD ficou um bocado solto, vê lá agora".

O filme era a cores.


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